Notas sobre o ‘Pontapé de saída’

Setembro 28, 2020

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Olá 🙂 e bom dia!

Este será sem dúvida um blog sobre dicas e ferramentas para começar um negócio, melhorar um negócio e criar um estilo de vida que nos traga maior realização pessoal.

Mas, há algo de extrema importância que preciso de partilhar consigo antes de continuar: tenho que escrever estas partilhas da forma mais ‘humana’ possível. E com isto quero dizer: que não quero fingir coisas que não sou.

Assim, senti necessidade de lançar uma nota sobre o primeiro artigo ‘Pontapé de Saída’.

Não há ‘passarinhos cor-de-rosa’

Quando no primeiro artigo escrevi: «E continuo a aprimorar o meu estilo de vida para que me sinta ainda mais realizada e feliz», algo ficou a mexer comigo. Mas, na altura, não consegui fazer melhor. Agora, já com uns diazinhos de avanço sei o que quero expressar.

O que senti foi que, este excerto acima, não estava a passar tanta da verdade de quem realmente sou. E para iniciar esta relação consigo tenho que o fazer de forma sincera. Ou seja, fiquei com a sensação de ter escrito algo do tipo: «A minha vida é tão boa e perfeita e só quero que ainda seja mais». Foi assim que me soaram aquelas palavras.

Estava num dia bom quando escrevi o artigo. Daí o meu entusiasmo e positividade. Mas, se lhe pareceu também que a minha vida é uma constante alegria, vamos ver em em baixo que isso está longe de ser a verdade.

A realidade crua

Sinto que estou numa boa fase da minha vida, no entanto, a percepção que tenho é que a minha vida foi, maioritariamente, pautada por uma profunda tristeza e umas belas notas de negativismo.

Apesar de gostar muito mais de quem sou agora, ainda acordo vários dias sem encontrar um sentido para ‘aqui’ estar ou uma motivação para acordar todos os dias. Mas faço um esforço e um trabalho de desenvolvimento pessoal para dar a volta e encontrar o lado positivo disto tudo.

Agora que já esclareci que deste lado não são tudo ‘rosas’ e que pode esperar partilhas sinceras do meu lado, já me sinto mais confortável para prosseguir nesta relação que quero criar consigo.

Os medos e as inseguranças

Na minha mente já pairam alguns fantasminhas como em qualquer das boas relações que cultivo: será que depois de saber os meus podres esta pessoa me vai abandonar? Será que vai deixar de gostar de mim? Será que é ok ser imperfeito?

Talvez esta seja, das minhas ultimas aprendizagens, a que mais impacto tem tido «É ok sermos imperfeitos Joana!» (caso contrário nem conseguiria estar aqui a escrever estes textos pois nunca serão perfeitos).

Vamos a isso!

Estou entusiasmada por irmos fazer esta viagem juntos pois sinto que tenho muito para aprender neste campo de me expor a novas pessoas por detrás de um ecrã.

Li à pouco tempo uma citação que encaixou comigo: «Estamos todos apenas a levar-nos uns aos outros a casa» (Rumi). O que para mim significa: Com a ajuda uns dos outros chegaremos ao cerne do nosso potencial único. Quero realmente ajudar e quero ser ajudada.

Obrigada se ainda está aí e não desistiu desta leitura e obrigada por fazer esta caminhada comigo.

Até já 🙂
Joana

Joana Novo

Aqui partilho uma perspectiva honesta sobre o meu percurso enquanto empresária rumo ao estilo de vida que me faz feliz.